Hemorroida de botão: características e tratamento

Hemorroida de botão: características e tratamento

Hemorroida de botão: esse nome pode não ser muito comum ou mesmo agradável para você, mas é bem disseminado no meio médico. Isso porque caracteriza um tipo de hemorroida, que, como você sabe, é o inchaço das veias do ânus.

Só para você entender de uma maneira mais simples o que caracteriza a hemorroida de botão, vamos falar rapidamente sobre os graus da doença:

  • Hemorroida Grau 1: são pequenas e podem sumir sozinhas;
  • Hemorroida Grau 2: incham e demoram alguns dias para melhorar, mas ainda podem sumir sozinhas;
  • Hemorroida Grau 3: sai ao evacuar, incomoda, sangra e é tratada com remédio oral e pomadas. Em alguns casos, se resolve apenas com cirurgia;
  • Hemorroida grau 4: o aspecto do ânus é irregular, coça, sai corrimento e dói muito. cirurgia é o tratamento mais indicado.

Como a hemorroida de botão se difere dos demais tipos de hemorroida?

A hemorroida de botão — ou trombose hemorroidária — surge nos graus 3 e 4, os mais sérios. Ela é caracterizada pela trombose das veias (sangue acumulado), que gera um caroço arroxeado e endurecido, em formato de botão (por isso, o nome).

Nesse caso, as veias ficam volumosas e podem acumular o sangue dentro delas (quando ocorre a trombose, virando o “botão”) ou sangram. Dessa maneira, a hemorroida de botão é considerada hemorroida externa, uma vez que o caroço aparece à beira do ânus, ocasionando os sintomas:

  • Dor intensa;
  • Veias endurecidas;
  • Veias que pulsam e latejam;
  • Incômodo frequente.
  • Podem se romper espontaneamente causando sangramento

A hemorróida de botão é mais dolorida que a interna?

As hemorroidas internas são aquelas de 1° e 2° grau, situadas na parte final do reto, no interior do ânus. Não são visíveis, e podem causar pouca ou nenhuma dor ou pouco sangramento.

Sendo assim, a hemorroida de botão é sempre mais dolorida que a hemorróida interna, e seu tratamento também é mais delicado. Normalmente, demora 15 dias para desaparecer. O tratamento é feito com pomada, remédio oral próprio para dissolver o trombo da veia, repouso — evitar ao máximo exercícios físicos —, não sendo necessário realizar cirurgia.

Dicas da Dra. Hilma

Hemorroida tratamento

Se você perceber qualquer alteração na aparência do ânus ou até mesmo piora do aspecto da sua hemorroida, não demore, procure um coloproctologista. Só ele poderá indicar o tratamento adequado para a sua situação, inclusive para a hemorroida trombosada

Além do tratamento com remédios, também é comum recomendo alguns cuidados que também podem auxiliar na cura da hemorroida:

  • Bolsa de gelo sobre o ânus nos primeiros dias,10 minutos: quatro vezes ao dia ou pelo menos por 2 dias
  • Banho morno de assento: uma vez ao dia  após o segundo dia do aparecimento da trombose ;
  • Evitar temperos e bebida alcoólica
  • Não usar papel higiênico: optar pela ducha e secar com toalha, de forma delicada;
  • Manter o bom funcionamento do intestino por meio de uma dieta rica em líquido e fibras.  
  • Evitar esforço físico e exercícios

Aqui no blog você encontra artigos sobre assuntos relacionados à saúde do intestino e da região anal, sem mitos, preconceitos e com a credibilidade de uma especialista de confiança. Se você quer saber mais sobre tratamento para hemorroida, não perca este texto: “Hemorroida: o que é bom para tratamento”.

Autor

Dra. Hilma Nogueira da Gama
Dra. Hilma Nogueira da Gama
CRM-MG 16.386

Graduada em medicina pela UFJF (1983) e com residências em Cirurgia Geral pelo Hospital Belo Horizonte e em Coloproctologia pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. É membro titular e coordenadora de Coloproctologia no Hospital Madre Teresa.

Acredita que o médico tem função social de informar, interagir e se aproximar dos pacientes. Nasceu em uma família de médicos, de onde herdou seu dom para a profissão.

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Dra. Hilma Nogueira da Gama

CRM-MG 16.386 Graduada em medicina pela UFJF (1983) e com residências em Cirurgia Geral pelo Hospital Belo Horizonte e em Coloproctologia pela Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. É membro titular e coordenadora de Coloproctologia no Hospital Madre Teresa. Acredita que o médico tem função social de informar, interagir e se aproximar dos pacientes. Nasceu em uma família de médicos, de onde herdou seu dom para a profissão.
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